quinta-feira, 25 de junho de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Chabrol, sem mito, sem vergonha,

Não, não sou o Truffaut...



























...porque meu esforço é este: À double tour (1959)


Muito obrigado.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

5 músicas para o fim

Blue


Hálito da tragédia (o início do fim)


O breu


Vermelho


...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Monet e as oficinas de pintura para senhoras e A Bela Junie




Quando o pintor Claude Monet foi obrigado pelo pai em sua juventude a freqüentar uma academia e tomar lições com um mestre, ele se aplicava (a contragosto) como os outros alunos a pintar a partir dos modelos que posavam no ateliê. Certa vez um modelo tinha um pé meio torto e grande demais. O futuro impressionista desenhou na sua tela com carvão o modelo e seu pé exatamente como ele via: torto e desproporcional. O professor ficou horrorizado e disse que ele não deveria pintar “dessa maneira”, mas lembrar-se dos mestres clássicos e de como eles representavam a anatomia humana. O aprendiz não durou muito nessas aulas. Se tornou o impressionista Monet, artista não do traço, mas da luz, que influenciou muita gente, inclusive cineastas. Hoje em dia, suas técnicas são ensinadas em aulas de pintura em tela para senhoras. É uma bonita e terapêutica técnica para pintar paisagens, cachoeiras e fazer telhados.

Não sei exatamente porque isso me veio à mente. Talvez porque tenha escrito sobre A Bela Junie. Se este filme fosse um quadro, certamente o veria pendurado na recepção do consultório do dentista ou no corredor da casa da minha tia.

terça-feira, 17 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

A Change Gonna Come, do Sam Cooke...

...é provavelmente a mais bela canção gravada em língua inglesa.

sábado, 7 de março de 2009

Rivette

“O importante é aquilo que eu vejo a partir do
que o ator “dá”, segundo um processo pessoal
dele, que não me diz respeito. Quando Emanuelle
[Béart] me propõe alguma coisa, ela não vem falar
comigo dizendo “E se eu fizesse isso...?” Ela faz.
Em seguida eu vejo ela interpretar – não no visor
da câmera (eu sei muito bem o que ela filma,
conheço sua posição e sua óptica, que é quase
sempre a mesma) – e posso reagir em relação à
realidade, a uma matéria que existe. Essa
realidade, essa “matéria”, é Emanuelle atuando.”
“O fato de eu assistir a tantos filmes parece de fato
assustar as pessoas. Muitos cineastas fingem que
nunca vêem nada, e isso sempre pareceu muito
estranho para mim. Todo mundo aceita o fato de
que escritores lêem livros, escritores vão a
exposições e inevitavelmente são influenciados
pelo trabalho dos grandes artistas que vieram
antes deles, que os músicos ouçam música antiga
além das coisas novas... Então por que as pessoas
acham estranho que cineastas – ou pessoas que
querem tornar-se cineastas – vejam filmes?
Quando você vê os filmes de certos diretores,
você pensa que a história do cinema começa para
eles em torno dos anos 80. Os filmes deles
provavelmente seriam muito melhores se eles
tivessem visto um pouquinho mais de filmes, o
que vai contra aquela idéia estúpida de que você
corre o risco de ser influenciado se assistir filmes
demais. Na verdade, é quando você vê muito
pouco que você corre esse risco. Se você vê muita
coisa, você pode escolher os filmes pelos quais
você se influencia. Às vezes a escolha não é
consciente, mas na vida há coisas que são mais
poderosas do que nós, e que nos afetam
profundamente. Se eu sou influenciado por
Hitchcock, Rossellini ou Renoir sem perceber,
melhor pra mim. Se eu fizer algo sub-Hitchcock, já
fico muito feliz com isso. [Jean] Cocteau
costumava dizer: ‘Imite, e o que é pessoal vai
aparecer eventualmente apesar de você. Dá
sempre pra tentar.”
Jacques Rivette